Roteiro de sete perguntas
Para que serve, para quem não serve, o que vem na caixa, medida, material, prazo e a dúvida que mais chega. Isso basta para escrever.
Ficha de produto copiada do fabricante descreve o produto para o fabricante, não para quem está com o dedo no botão de comprar.
Começamos escrevendo etiqueta de prateleira para uma loja de ferragens em Manaus. Eram trezentos itens e o dono repetia o mesmo aviso o dia inteiro: aquele parafuso não serve para madeira.
A frase virou a última linha de toda ficha que escrevemos desde então — o que o produto não resolve. É a parte que ninguém escreve e a que mais evita troca.
O roteiro de sete perguntas nasceu na mesma loja, porque o dono não tinha tempo de sentar e explicar cada item. Ele respondia por áudio entre um cliente e outro, e funcionou melhor do que qualquer reunião.
Trabalhar por lote fechado veio depois, quando um cliente pediu mil e duzentas fichas de uma vez e nenhuma ficou pronta em quatro meses. Doze por vez, com data, sai; mil e duzentas de uma vez, não.

O roteiro cabe entre dois clientes no balcão.
Doze fichas e um prazo valem mais que mil promessas.
A linha que evita troca é a que ninguém escreve.
Colunas na ordem do seu sistema, prontas para subir.
Ninguém conhece o produto melhor que quem o entrega embalado todo dia. O problema é que essa pessoa não tem tempo de escrever. O roteiro existe para isso: sete perguntas curtas, respondidas por áudio se for mais rápido.
Para que serve, para quem não serve, o que vem na caixa, medida, material, prazo e a dúvida que mais chega. Isso basta para escrever.
Doze fichas por lote, escolhidas por você. Lote com prazo é o que impede o texto de virar assunto sem fim.
Na busca da loja aparecem sessenta caracteres. O nome do produto vem antes da marca, e a medida antes do adjetivo.
Um parágrafo de uso, uma lista de características e uma linha sobre o que não serve. É a ordem em que as pessoas leem.
Cada prateleira ganha um texto próprio de dois parágrafos, que explica a diferença entre as opções sem repetir a ficha.
Código, título, descrição curta, descrição longa e a data. Sobe direto na loja, sem ninguém recortar e colar campo por campo.
Clientes que receberam pelo menos um lote fechado.
Doze fichas por lote, com data. Antes eu pedia cento e vinte e não saía nenhuma.
O texto da prateleira explica a diferença entre os tipos. Minha vendedora parou de repetir aquilo trinta vezes por dia.
Os títulos passaram a caber na lista da loja. Antes cortavam antes da medida, que é o que o cliente procura.
Veio em planilha com as colunas na ordem do meu sistema. Subiu em uma tarde.
A página do serviço de solda ficou pronta em duas semanas e eu mandei o link por mensagem, que é como meu cliente pergunta.
Escrevemos uma ficha de exemplo e devolvemos junto com o roteiro de sete perguntas, para você ver o trabalho antes de decidir.